domingo, 8 de novembro de 2009

Imagens da Guerra

Hoje é dia da reestréia da sessão imagens, primeiramente uma desculpa pelo post anterior, desculpa essa, que deveria ser feita pelo blogger; mais um pau, agora as fontes decidem se mudam ou não, por isso o festival de tipos de letra.Bom, mas vamos ao que importa: Hoje, as grandes imagens de filmes de guerra, desde 1950 até os dias de hoje. O cinema já nos presenteou com ilustres soldados aliados e do eixo, vietcongs e marines...entre outros. Eu vos apresento a minha lista:


Glória Feita de Sangue (Kirk Douglas no Front)

Esta foi tirada no começo do ataque mal sucedido que acarretou na execução de três soldados sob o comando de Kirk, condenados por fugir do combate injustamente. O filme é para mim, o melhor sobre a Primeira Grande Guerra.

O Mais Longo dos Dias (A Chegada na praia)

Dentre inúmeras fotos famosas deste maravilhoso filme, eu escolho a que Sean Connery chega a praia de Utah, por que? Quando vi a 3 anos atrás eu não tinha me ligado em metade dos atores que fizeram este filme, todos de capacete e jovens,etc. John Wayne era o único que eu batia o olho e reconhecia. Esta imagem de Sean para mim representa a força do elenco que acaba por "anular" a individualidade de cada ator.


Desafio das Águias (Clint Nazista)
O herói americano desta vez esta desfarçado de soldado do reich, um dos melhores roteiros de segunda guerra. Um filme sobre espionagem, traição e com ação garantida sobre a mira da metralhadora de Clint Eastwood.

Apocalipse Now (O ataque)
Essa imagem se eu não me engano já está inclusive na lista das melhores cenas do cinema, na respectiva sessão no blog. Enfim, Robert Duvall comanda o ataque sobre uma praia do Vietnam, sem dúvida uma das fotos mais conhecidas do filme.


Além da Linha Vermelha (Risos)

Grandes atores como Woddy Harrelson e Sean Penn, além de George Clonney estão nesta obra, uma das poucas cenas descontraídas deste tenso longa sobre a Segunda Guerra Mundial.

Platoon (William Defoe Grita)
Quem vê Two and Half Man e não se lembra de Charlie Sheen outrora, choca-se ao ver o comediante tão jovem e em um longa de ação e drama, esta imagem de Defoe sendo metralhado é da capa do DVD.

Círculo de Fogo (Na mira de Vassili)

Quem pensa que Jude Law faz apenas filmes românticos não viu Círculo de Fogo, em que o ator entra na pele de Vassili, um dos snipers mais cultuados da União Soviética, esta, talvez seja a cena que mais se repete no longa: o protagonista agachado mirando um inimigo.




O Resgate do Soldado Ryan (A praia)






Meu filme favorito, este não podia deixar de estar aqui. Além da imagem tema do post, reservei estas que tratam da mesma invasão do filme O Mais Longo dos Dias, mas é claro, com efeitos especiais e sonoros dezena de vezes melhores. O Elenco talvez seja um pouco inferior, mas tem Tom Hanks, um grande ator.





sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A Arte de Fazer Estórias.

Sobre o que escrever; o que dirigir...que estórias ficam boa na tela do cinema e tv? Todas essas dúvidas passam pela cabeça de quem quer de algum modo fazer cinema. Hoje eu vou seguir o exemplo de Michael Rabiger, que em seu brilhante livro Direção: Técnicas e Estética, exemplifica situações e temas recorrentes na sétima arte.

Para começar, é bom entender que tudo pode servir de pauta para uma boa obra áudio-visual, mas cada um de nós tem sua limitação, e claro, seu estilo, como Michael diz. É fundamental sabermos o que somos bom em escrever ou traduzir para as câmeras...seria drama? Ação ? Humor negro? Para isso são sugeridas várias técnicas de descoberta que nos ajudam a ver que tipo de estórias devemos contar : muitas pessoas tiveram uma infância conturbada e seus personagens favoritos são os típicos adolescentes sem causa americanos, como James Dean em Juventude Transviada. Esta pessoa pode estar apta a escrever e dirigir um bom drama familiar, por exemplo. Por essa técnica agregamos afinidade e experiência de vida para a construção de nosso estilo cinematográfico próprio.

Isso está nos livros e conceitos espalhados pelo globo, mas não é disso em si que vamos falar, até mesmo porque não é para ensinar cada um a achar seu estilo que eu estou aqui, na verdade, queria mostrar que com um bom diretor e bons roteiristas, qualquer texto se torna um grande trabalho.


Este tempo que fiquei parado, pude acompanhar um exemplo magnífico disto; se um argumento ou roteiro chega na mão de um profissional qualquer, e nele estiver escrito que uma cena de aproximadamente 6 minutos deve mostrar a luta de um homem para comer 50 ovos numa cela pantanosa e quente para convencer seus amigos presidiários de que isso é possível, talvez este pense: “Que cena idiota, ninguém vai querer ver tanto tempo um homem comendo ovos”- bom, com certeza não foi isso que Stuart Rosenberg pensou ao ler o guión (Español) de Cool Hand Luke. A Cena que para um qualquer pode parecer descartável, ficou sendo a mais conhecida do filme estrelado por Paul Newman.

Isso nos mostra o que? Que mesmo os livros especializados não podem abordar a imensidão de temas que podemos usar em filmes, você não encontrará por aí um guia dizendo que contar a história de um presidiário que aposta comer 50 ovos é uma boa idéia; indo mais além, isso nos prova que com um pouco de técnica e criatividade podemos fazer de qualquer tema uma grande estória.

Isso também pode ser reverso: um policial que perde sua família e trava uma luta inacabável na busca dos culpados, isto parece um bom filme, não? Não se for desenrolado como Max Payne, que conta com a razoável atuação de Mark Wahlberg. A equipe de produção desta película, desde roteiristas a produtores e diretores, não soube trabalhar com esse assunto tão recorrente nas telonas.

Planos de câmeras e elenco definem o quão boa será uma cena, independentemente de seu assunto, o mais fútil dos assuntos pode se tornar uma bela cena nas mãos de Spielberg ou Scorsese, do mesmo jeito, um diretor ruim pode acabar com o melhor roteiro do mundo.


A Versatilidade dos atores conta muito também , não sou fã de longas que apresentam uma série de sequências em monólogo, mas as vezes um ator bom consegue transformar este tipo de evento em um banho de interpretação, Sean Penn em Lição de Amor consegue ser excelente por si só, em cenas longas e depressivas cujo apenas seu personagem tem pensamentos e falas, ele emociona e prende o espectador.
O Que também conta muito numa película é a trilha e edição da mesma, um drama sem música fica monótono, é o que acontece na minha opinião, com Foi Apenas um Sonho(2008). A música era boa, mas utilizada pouco. Homem Elefante, de David Linch, apresenta uma edição maravilhosa, o tema entra na hora certa para chocar ou apenas compor a cena.

São esses, dois jeitos de se fazer um filme, um dando mais ênfase aos atores e conversas, outro
não deixando de lado os primeiros, mas somando ao contexto do filme uma banda sonora constante. Hans zimmer, um dos grandes compositores da atualidade faz a trilha ser presença regular nos filmes em que trabalha; com diferentes "tons", ela acompanha do minuto inicial ao final. Em Anjos e Demônios podemos ver isto claramente, a adrenalina proporcionada pela orquestra de Hans é notável, a cada passo do protagonista temos um conduta diferente da banda. Em momentos em que a aflição toma conta do público o maestro faz com que a mesma tome parte da música.

Nesses meses de ausência, pude acompanhar grandes estórias traduzidas para o cinema, foi para isso que resolvi escrever este artigo. Em filmes antigos em que esta mídia ainda era fria (com muitos ruídos), a imaginação é parte garantida na apreciação do trabalho, isolamos o que vemos na tela do que o roteiro nos passa, pensamos mais no argumento em si, indiretamente, claro. Vemos o quão boa é a idéia de fazer um anjo aparecer na vida de um homem que está prestes a se matar e fazer com que o mesmo veja tudo de bom que ele pôde fazer em sua passagem pela terra. Os efeitos, ainda primitivos, de A Felicidade Não se compra nos permite isso, que meu professor grande professor de Comunicação, Wilson, chama de "preenchimento de espaços vazios". Um filme mais atual com um tema parecido é Homem De Família com Nicolas Cage (Bons tempos aqueles que ele ainda fazia filme bom), desta vez em uma época em que a edição e os efeitos estão t
ão avançados que o espectador apenas senta e deixa o longa contar tudo.

Dois modos diferentes de apreciar uma estória bem contada, qual o melhor? Depende do seu humor, ânimo e até mesmo estilo. Nascemos na era da técnologia, muitos de nós n
ão estão acostumados a ver filmes sem os barulhos e explosões de Michael Bay, mas até mesmo para estes, eu recomendo grandes estórias de "tempos remotos" como Matar ou Morrer com Gary Cooper, em que ficamos pensando no duelo que vislumbraremos no climáx final, somos esclarecidos do motivo de desavença entre o xerife (Gary) e os capangas, no entanto, não acompanhamos tal fato. Isso nos remete ao passado da estória, sem presenciar o acontecimento em si.


Assim,eu termino aqui meu post de inauguração da nova fase do Blog Publicando, espero que tenham matado a saudade e apreciado, e lembrem-se, a partir de hoje quando forem assistir um filme, isolem o roteiro do trabalho final e pensem na estória em si, ela os agrada ou não? O diretor acertou em sua visão do texto? Você faria diferente, ou não?

Até a Próxima.

Airton Dias




quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A Volta Dos que Não Foram!

Com este mini-post eu declaro a volta do blog de cinema e publicidade Publicando, neste quase ano de existência, o site já conquistou 116 seguidores alguns selos e outras indicações. Aqui na Espanha, a terra em que os notebooks nao tem til, é um pouco complicado postagens constantes, mas prometo que pelo menos duas vezes por semana estarei aqui; o bom desta demora é que os textos foram deixados de lado, mas os filmes continuaram em minha vida, ou seja, temos muito assunto para abordar aqui.

Hoje não vou me alongar, somente dar um "prefácio" do que vira pela frente. A única coisa que não podia faltar aqui é uma pincelada sobre o que vi neste belo país nestes 2 meses, pelo menos no quesito cinema e publicidade.



Tivemos algumas boas estréias aqui, destaque para Flores Negras(España) , os filmes americanos estão presentes como sempre, o detalhe negativo, é que a maioria das salas exibem as películas dubladas, e não tem como ouvir Brad Pitt e Gerard Butler em español. A publicidade, mesmo sendo menos criativa que a brasileira em noventa por cento das peças, apresenta bons trabalhos audiovisuais e sobretudo impressos, a mídia externa é um pouco mais trabalhada, o Metro de Madrid é um exemplo disto.Os spots governamentais, pelo menos os da Comunidad de Madrid (prefeitura), apresentam uma qualidade superior principalmente na fotografia e arte das obras.


Sem mais delongas, "me voy", mas sexta estou aqui com a volta oficial do blog, um post de cinema irá botar ordem nesta página novamente!