terça-feira, 3 de agosto de 2010


Quanto uma marca não almeja fazer parte de uma película? Para ser mais preciso: Quanto uma marca não paga para produtores adicionarem um enquadramento em seus produtos e um close em seu slogan? Muito!

Esta forma de publicidade pode ser sutil ou não, mas o que não pode faltar é bom senso e criatividade; a nike não pode simplesmente querer que seu Shox apareça em uma produção que retrata a idade média, se quiser, deve buscar uma solução inusitada e cabível.

O que falei acima na verdade é apenas introdução para minha postagem de hoje. Uma das formas mais criativas de se divulgar um produto ou marca é encaixa-los no contexto do filme, torna-los parte da trama. A Coca-Cola e o roteirista de Dr.Fantástico (Strangelove,1964) fazem isto com perfeição, a meu ver, é o melhor e talvez o mais duradouro exemplo, do que chamo de propaganda embutida. Introduzir o ''cliente'' em uma linha do roteiro já é complicado, em uma cena toda mais ainda; agora, fazer com que a Coca ,neste caso, seja o tema de uma sequência(mais de uma cena) da estória, é um golpe de mestre.

Com quase quatro minutos de duração, o trecho retirado deste incrível filme de Stanley Kubrick, deveria servir de base para publicitários e até mesmo roteiristas de todo o mundo. "Se isso não der certo, você deverá responder a Coca Cola Company." É assim que o figurante rebate a idéia do personagem de Peter Sellers, após este ver em uma máquina de refrigerantes, a saída para o problema ou como diria Sydfield: Complicação da cena. Ao telefone, o nosso herói não tem trocados o suficiente para completar a ligação... para o presidente dos Estados Unidos, isso mesmo, nesta sátira, o soldado pede para telefonista ligar para a Casa Branca, mas este não é o assunto aqui. Voltando ao que interessa; sem dinheiro ele não pode fazer a chamada, eis que ele avista uma máquina da Coca, sugere ao outro então, que atire para que se possa pegar as moedas e salvar o mundo! Começa ali, um dos diálogos mais interessantes do longa. O treinado oficial reluta a princípio, o mocinho tem que convencê-lo de algum modo, fazendo todo um discurso de efeito e terminando com a bela frase: " - Use a sua arma, é para isso que as armas são feitas''- o capitão Mandrake (Sellers) consegue.

Isso é publicidade no cinema, eu me lembro da cena e logo me lembro da marca, que estava presente nela de iníco ao fim. O diretor não usou apenas um primeiro plano em cima da máquina, ele ''contextualizou'' a mesma na aventura. Agora, toda a vez que assistir um filme e ver um personagem comendo Pizza Hut e alguém amarrando um tênis Adidas , ou até mesmo um ''ator'' de malhação falando de um shampoo, lembre-se que existem profissionais criativos também, não odeie todos os publicitários, apenas os que não sabem ou não querem ser criativos.


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terça-feira, 27 de julho de 2010

Este texto é uma dívida a um belo país, lugar por qual fiz minha primeira viagem totalmente desacompanhado. Quem diria que um sujeito do interior do Rio se aventuraria pelas terras dos trolls, fjords e vikings. Para aqueles que ainda não sabem, estou falando da Noruega, onde a paisagem e mitologia encantam, mas, o cinema também é capaz de impressionar.

A história que me chamou atenção de cara em uma locadora em Bergen, foi a de Max Manus, o herói norueguês de maior sucesso; para mim foi um choque ver uma obra da Segunda Guerra tão interessante vinda da Escandinávia, que não teve tanta ''influência'' em tal ocasião. Os nazistas dominaram a Noruega por três anos e nesse período, como em qualquer outro local, formaram-se grupos de resistência. O principal era o liderado por Max, um dos maiores sabotadores da batalha épica.

A capital Oslo é o principal ambiente da trama, o filme apresenta efeitos hollywoodianos e orçamento de 55 milhões, um dos mais caros do país. Diria com peito cheio, que Max Manus entra na seleta lista dos melhores longas de guerra rodados na Europa.

O papel principal é de Aksel Hennie, o Wagner Moura norueguês.O elenco em si é bom, mas a língua, semelhante ao alemão, acaba embaralhando nossas cabeças. Elementos de um Thriller de sucesso também recheiam a aventura. Segue abaixo o trailer.
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quinta-feira, 8 de julho de 2010


Vocês já repararam que na maioria das séries policiais, os detetives têm total acesso a todos os cômodos da casa de um suspeito, somente jogando em cena a pergunta mágica: “Posso usar seu banheiro?’’. Pois é, esse método sempre foi utilizado nas telinhas, mas resolvi falar sobre ele hoje, porque em uma semana vi ele sendo usado em 2 séries. Em Fringe e The Mentalist, os personagens deOlívia Dunham e Patrick Jane investigam crimes diferentes, é lógico, mas usam a mesma boa e velha “cara dura” para chegar a respostas.

Ao longo dos 15 anos que acompanho séries, reparei que esse método que não acontece na vida real, é claro, tem diferentes meios de abordagem. Patrick no caso, usa um outro agente como distração. Ele chega à casa de alguém com mais um oficial, esse faz sala enquanto o consultor(que sabe mais que todos os agentes) finge ir ao banheiro e vasculha o lugar. Olívia já opta por um jeito mais arriscado, vai sozinha ao local, puxa um assunto enquanto toma café, e de repente solta a pergunta. O mais legal disso é que eles “ficam no banheiro” uma hora e ninguém desconfia, na maioria das vezes.

A abordagem tradicional da polícia é sempre falha nas séries, os policiais de Lei e Ordem e CSI que o digam. Toda vez que algum deles fala: -“Polícia! Abra a Porta”, alguém sai pela janela, de preferência de um andar alto do prédio pra que se possa ter a conhecida cena de perseguição
nas escadas exteriores dos apartamentos.


Em The Mentalist, o personagem protagonista impressiona também pela liberdade que tem para entrar na vida de todos os envolvidos no caso. Sem mandato ele procura evidências e confissões nos mais diversos lugares. Detalhe para o fato dele ser um mero consultor, os policiais do programa nunca descobrem nada, é sempre ele quem mexe os pauzinhos e chega a verdade. Surge um candidato a substituir Horatio Caine como o mais inteligente e cínico investigador(adivinha ou guru seria mais apropriado) da Tv. Para quem não sabe, Horatio é o chefe da equipe de investigadores de CSI MIAMI.